terça-feira, 13 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Monólitos
Chovia. Alheio a tudo, à chuva e ao sol, ao ruído e ao silêncio, ali se manteve, impávido e sereno, sem alma. A água escorria-lhe pelo cabelo empastado, penetrava-lhe no pescoço descarnado, e ele, apático, continuava de olhar sem ver, indiferente. Aquele seu olhar, distante, continha muito mais que a indiferença do mundo, hoje, o aguilhão era outro, brotava-lhe mais fundo, nascia-lhe no lastro do seu ser, transformava-o. Incomodava-o a indiferença – ou medo, matutava – que o mundo nutria pela diferença e a divergência. Incomodavam-no os monólitos padronizados e vicejantes, incomodavam-no as pedras erguidas em pedestal sem saber por quem nem de que forma.
domingo, 4 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
O caminho da escola
O caminho que deves apanhar é aquele que segue pelo centro – e apontava com a mão direita –, não o do facilitismo, o outro, aquele que ladeia aquelas árvores de folha caduca, não sei o nome, e que, lá mais à frente, sobe, sobe muito – …mas está cheio de espinhos e é pedregoso, questionava o filho –, eu sei, responde o pai, mas é nesse que deves seguir. Depois passa junto àquele precipício onde as encostas ora são áridas, ora vistosas, é ambíguo, eu sei, mas é esse o coração da vida. Lá à frente é estreito, parece muito estreito, trepida como uma corda bamba, eu sei, mas é esse o caminho da escola, parece apertado no início mas é amplo no fim.
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