Arredado o tempo de mais um nascimento, coloca-se-me novamente a questão. Faz sentido escrever? Uma coisa é certa, não pretendo intervir socialmente. Mas, porque escrevo sobre a sociedade, sobre o passado e o futuro, porque será que não consigo encontrar inspiração em locais fantásticos, personagens bonitas, de outros mundos? Ou então nos futebóis, nas encrencas políticas… Sinceramente!, não acho que o escritor tenha qualquer função, não partilho do conceito de que o escritor deva assumir compromissos sociais, mas há um impulso, se calhar alienante, que me impele a escrever sobre a sociedade em geral, de encontrar no passado as forças do futuro. É estranho. Não o entendo.