sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Dignidade humana
Não é distante, é logo ali, depois da primeira linha de montes, mesmo ao lado daquela daquela gelha que esconde a liberdade, junto ao caminho da equidade, depois daqueles escombros de guerra amontoados. Fica próxima, à distancia de um olhar de criança, é volumosa, encorpada, tem a dimensão da alma humana. Vê-se perfeitamente, os seus contornos são nítidos, verticais como fios-de-prumo, a atmosfera que a envolve é transparente, cristalina, não há neblinas nem poeiras de luz que a ofusquem. Não tem preço, qualquer um a pode alcançar.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Já não está entre nós...
Notícia
La route chante
Quand je m’en vais
Je fais trois pas…
La route se tait
La route est noire
À perte de vue
Je fais trois pas…
La route n’est plus
Sur la marée haute
Je suis montée
La tête est pleine
Mais le cœur n’a
Pas assez
Mains de dentelle
Figure de bois
Le corps en brique
Les yeux qui piquent
Mains de dentelle
Figure de bois
Je fais trois pas…
Et tu es là
Sur la marée haute
Je suis montée
La tête est pleine
Mais le cœur n’a
Pas assez
sábado, 2 de janeiro de 2010
Ainda as cores...
São vidas embebidas num impressionismo vangoghiano, rodeadas de cores deslumbrantes, rosas-choque, azuis-intensos, brancos-puros, eflorescência de pedras preciosas, mas, no entanto, desconhecem a existência dos cinzentos-pobreza, dos pretos-fome e os amarelos-doentios.
sábado, 26 de dezembro de 2009
As cores
Gosta de definir as cores e as suas nuances: gosta de conhecer o negro dos Blues, o amarelo-desfalecido da torreira alentejana, o castanho-ocre das duras rugas dos descampados transmontanos, o verde alegre do Minho, o leal e profundo azul-celeste, até mesmo o desespero da ausência de cores gosta de interpretar.
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