Não apaguem a memória, apaguem antes os fantasmas que possam existir dentro de cada um de nós, esses sim não devem existir. Apagar a memória colectiva é como tirar a argamassa que une as pedras de uma parede. Mais tarde ou mais cedo desmoronar-se-á.
sábado, 1 de maio de 2010
Não apaguem a memória
Não apaguem a memória, apaguem antes os fantasmas que possam existir dentro de cada um de nós, esses sim não devem existir. Apagar a memória colectiva é como tirar a argamassa que une as pedras de uma parede. Mais tarde ou mais cedo desmoronar-se-á.
sábado, 24 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Sons do Tempo - 4
Todas as crianças no parque
Procuram a escultura para descobrir onde estás.
Todos os cegos na escuridão, seguem-te.
Sabes para onde vais?
Todos os viajantes no caminho
Libertam-se da carga e vêem para onde vais.
Todos os mortais com suas perdas
Seguem-te para qualquer lugar, seguem-te.
Sabes para onde vais?
Filósofo,
Olha ao teu redor,
Verás que estão por todo o lado,
Todas essas pessoas estão caindo.
Filósofo,
Podes sobreviver no mundo que ensinas?
E podemos viver no mundo que pregas?
Toda a gente está fora desse alcance.
Todas a gente quer mais,
Têm necessidade de seguir um filósofo.
Os ricos e os pobres
Seguem-te para qualquer lugar, seguem-te.
Sabes para onde vais?
Filósofo,
Olha ao teu redor
Verás que estão por todo o lado,
Todas essas pessoas estão caindo.
Filósofo,
Podes sobreviver no mundo que ensinas?
E podemos viver no mundo que pregas?
Todas a gente está fora desse alcance.
Filósofo,
Olha ao teu redor
Verás que estão por todo o lado
Todas essas pessoas estão caindo.
sábado, 17 de abril de 2010
O nevoeiro
O caminho estava cada vez difícil de percorrer. Não porque surgissem pedregulhos que impedissem o andamento, bem pelo contrário, não faltavam máquinas escavadoras e niveladoras a desbravar o caminho. A dificuldade era de outra monta. Um nevoeiro imbecilizante impedia de ver a direcção do caminho. Os marinheiros navegavam com terra à vista, os aviões não levantavam voo, os caminheiros, impotentes, aguardavam em casa, pacientemente, que o maldito nevoeiro se dissipasse.
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