A “esperteza” teve, noutros tempos, o significado de sagacidade, perspicácia, até mesmo astúcia. Hoje, o conceito está completamente ultrapassado. Hoje, ser esperto é ser bem-falante e jogar facilmente com as palavras: falar muito mas nada dizer. Ser esperto é afirmar hoje certezas que no próximo mês se negam categoricamente. Ser esperto é ter sido apanhado com a “boca no trombone”, andar nas bocas do mundo e não corar de vergonha. Hoje, ser esperto é gabar-se de ser capaz de viver sem trabalhar. Ser esperto é vestir bem, dizer as maiores aleivosias, e rir delas, despudoradamente, como se tivesse feito uma piada de grande inteligência.