domingo, 20 de junho de 2010
Sinal dos tempos
O homem não anda bem. Não é necessário ser médico para lhe reconhecer a doença, está estampada na face. Durante a semana senta-se em frente à televisão à procura dos canais desportivos. Durante os fins-de-semana vê-se pelas ruas salivando abundantemente, perdido, à procura de televisões que transmitem jogos. Quem o quiser encontrar é ir aos centros comerciais e procurá-lo em frente às montras de electrodomésticos. Encontrá-lo-á encostado à parede fronteira, de rádio encostado ao ouvido, a escutar os relatos, à medida que as imagens da bola se vão multiplicando nas televisões de última tecnologia.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Visão
O mundo visto daqui, destas encostas penhascosas, é diferente, completamente diferente. Este mundo é o das origens, das raízes, daqui fica-se com a visão clara de que a conurbação nos despersonaliza, nos destempera.
sábado, 29 de maio de 2010
O ar que se respira
Simula-se sapiência, conhecimento e autoridade. O mercantilismo dos tempos obriga a que as leis do mercado e da aparente ascensão social se sobreponham a todas as outras. Tudo se faz para não manchar o impoluto papel que se prefere sempre branco, sem riscos, sem correcções, a manifestar certezas absolutas. Tudo se faz para revelar manchas da pouca constância. Suspenda-se tudo. Aguente-se tudo até passarem as eleições, aguentem-no até ao fim do ano, aguentem até eu sair daqui, não façam nada, esperem que o tempo resolva…
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