“Qual força?”, questionava-se ele. “Que significado devo assumir como correcto?”. “Que força devo usar?”.
Era nestas abstracções que o João matutava. Tinham-no aconselhado a usar a “força” ao longo do caminho. E ele caminhava cabisbaixo, pensativo, abstraído, como se nada o circundasse, como se apenas o seu “mundo interior” valesse a pena viver. Na busca da sua razão não tinha formulado hipóteses, nem deduzido previsões lógicas. Não seguia nenhum método científico, com experiências a justificar os resultados, já tinha desistido, seguia o seu instinto. Parecia-lhe, apenas, impossível tropeçar nessa resposta através da dimensão corporal, parecia-lhe, simplesmente, que a resposta teria que a encontrar não na dimensão linear do corpo, mas no volume do seu “Eu” e, silenciosamente, concluía: não é com a força física que se sobe mais um degrau no conhecimento. Não é com a força militar que se caminha em direcção à harmonia.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
A Guerra do Ultramar
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Beleza
- Que a beleza a decore – dizia o mestre ao aluno quando este, na sua inocência, se propunha elaborar a obra de suprema beleza, aquela que o libertaria das garras da morte.
E o aprendiz, agarrado ao plano horizontal que o papel definia na superfície da mesa, apenas com comprimento e largura, fazia esboços e mais esboços, procurava com toda a sua força intelectual e física convencer o mestre da inevitabilidade da sua razão.
O mestre olhava-o com admiração, seguia-lhe o pensamento, acenava nas entoações de voz, encrespava a testa quando não o entendia ou lhe parecia que as palavras eram pobres para explicar a beleza de tal conceito.
Não o desiludiria. Nunca lhe diria, como a ele lhe disseram que “...a obra perfeita é aquela que não se acaba”. Deixá-lo-ia sonhar, deixá-
-lo-ia construir-se com as pedras da utopia.
E o aprendiz, agarrado ao plano horizontal que o papel definia na superfície da mesa, apenas com comprimento e largura, fazia esboços e mais esboços, procurava com toda a sua força intelectual e física convencer o mestre da inevitabilidade da sua razão.
O mestre olhava-o com admiração, seguia-lhe o pensamento, acenava nas entoações de voz, encrespava a testa quando não o entendia ou lhe parecia que as palavras eram pobres para explicar a beleza de tal conceito.
Não o desiludiria. Nunca lhe diria, como a ele lhe disseram que “...a obra perfeita é aquela que não se acaba”. Deixá-lo-ia sonhar, deixá-
-lo-ia construir-se com as pedras da utopia.
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