sábado, 24 de setembro de 2011

Homo Pouco Sapiens

E o homo pouco sapiens dizia:
- Não tenhas certezas.
Vacila,
Hesita,
Revisita,
Interpreta.
Sapiência é sobriedade,
Não jactância.
Já conheces toda a verdade?
Olha em redor.
Olha o mundo que temos!
Qual o mundo que queres?

sábado, 17 de setembro de 2011

A Ilha dos Amores

Mil árvores estão ao céu subindo,
Com pomos odoríferos e belos;
A laranja tem um fruito lindo
A cor que tinha Dafne nos cabelos.
Encosta-se no chão que está caindo,
A cidreira com pesos amarelos;
Os fermosos limões ali, cheirando,
Estão virgíneas tetas imitando.


A ilusão faz-nos bem, aproxima-nos da felicidade, mas só aos poetas devia ser revelado o poder do “faz de conta”. Ninguém, mesmo ninguém, deveria possuir o dom de fazer da realidade ilusão e da ilusão realidade. Efectivamente, talvez abrisse mais algumas excepções, às crianças, aos cientistas… e a mais ninguém, mas nunca aos políticos! Deviam viver permanentemente agarrados às grilhetas da realidade, deviam ser obrigados a jurar fidelidade à prudência e nunca lhes devia ser revelada a estultícia da esperança irrealizável.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

GNR



(...)

Efectivamente gosto de aparência
Imponente ou inequívoca
Aparentemente sem moralizar

(...)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ainda bem que há gente assim

Era tido como um homem irrequieto, um homem que nada o fazia parar, sempre pronto a saber mais, a querer compreender tudo, no fundo, sempre à procura da luz que sabia existir em todas as coisas que o rodeavam. Para muitos era um homem misterioso, talvez até um homem incompreendido tendo em conta os padrões da época.