Tenho este filme como um dos melhores. Agrada-me a ideia romântica de a partir de uma história simples, de amor e de injustiça profunda, chegar, praticamente, à grandiosidade da construção de um país.
O que era aquilo? Que escuridão? Que medonho? Ele podia “não-Ser”. Podia ser o “absoluto nada”, a “coisa-nenhuma”, a “inexistência”, o “não-destino”. Libertou-se da “não-existência” mas ficou agarrado a uma forma que só o largará na morte.
Nesta existência ajustada, por vezes viela urbana por vezes vereda montesina, caminho, a passos curtos, encaixado entre taludes opacos e paredes sombrias, mas que, apesar de tudo, me incitam a prosseguir.
Nesse instante o céu e a terra, o bem e o mal, a vida e a morte concentraram-se nele. Ele viu a luz e a matéria negra do Universo em simultâneo. Foi estranho e medonho! Nesse instante ele foi núcleo de todas as forças existentes no interior do Homem. Protão e neutrão, partículas quânticas de uma física desconhecida. Ínfimas partes, física e mentais, de um todo que constituía a sua curta vida.