terça-feira, 13 de dezembro de 2011

The Doors



(...)

Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
I'll never look into your eyes...again

(...)

A porta de indigência

Os barulhos da fome foram diminuindo, a luz também, e com ela a vontade de não querer existir. Lentamente entrou nessa porta. Um mundo que desejava conhecer profundamente, penetrar nas profundezas da sua alma. Enlamear-se na existência humana, emporcalhar-se na merda da sua indigência genética. E, lentamente, deixou-se ir.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Vertigens

(A imagem encontra-se protegida por direitos autorais.)

Às vezes, quando subo à torre de menagem dos meus pensamentos, sinto vertigens. Lá do alto das ameias olho e descortino apenas o fosso profundo que os cerca. Estou só. Arrepio-me! Viro a cara, anulo-me, reprimo-me, mas uma força desconhecida impele-me a olhar. Vejo-me suspenso no ar, de olhos esbugalhados, à procura de verdades que se dissolvem no escuro, mesmo debaixo dos meus pés. Agarro-me a elas com todas as minhas forças mas quebram-se, caem como castelo de um baralho de cartas. Desnudo-me, à procura de mim, à procura dos “conceitos absolutos” que sempre dei como certo e não os encontro. Estão ausentes. Descubro apenas que nada valho. Não passo de uma mera massa corporal disforme.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Eros e Thanatos


Velhos amigos. A um procuramo-lo ao outro caminhamos inexoravelmente para ele. Um faz parte do caminho, nasce e morre no mesmo dia, se necessário for, o outro é o fim do mesmo, a noite eterna. Um é perene o outro é fugaz. O bizarro de tudo isto é que conseguem semelhar-se num ponto: a “petite mort”.