segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ânsia

Às vezes, na ânsia da vida, abrimos portas que nunca suspeitaríamos. No nosso mundo interior acabamos, muitas vezes, por descobrir outras realidades tão distantes e tão próximas que, suspeito, nos ultrapassamos a nós próprios. Criamos paisagens luarentas e não só, fazemos amigos interiores, encontramos beleza em sorrisos e olhares que nunca existiram antes ou, se existiram, estavam recalcados nas profundezas do nosso inconsciente, lá bem no fundo do iceberg, onde os medos e as pulsões vagueiam desordenadamente como lobos esfaimados. Nesse Mundo ilusório, cuja substância é o silêncio, acabamos por ser caixeiros-viajantes, argonautas, fonte de ribeiros, contadores de histórias que nada valem mas que quase se tornam realidade. Há muita magia no abrir destas portas.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Desde o "Nada" até ao "Ter"


Não sei! Cismo. Monto-me no pensamento e cavalgo, cavalgo à procura de nada, de algo para escrever, e deparo-me com o “nada”. Rebusco as palavras, procuro conceitos, leio Kant, Sartre… mas desisto, já tudo foi definido. Regresso a mim e entro no meu vácuo. Dói-me a imaginação de tanto rebuscar. Procuro! Procuro em mim, e nos outros, a massa, o peso, o centro de gravidade do "Ser" e também não o encontro. Deparo-me com o "Ter".

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A verdade

As dúvidas adensavam-se e terminavam sempre com o mesmo comentário: quero a verdade, que parece faltar. E a resposta era sempre a mesma:
- A verdade foi aquela que ficou dita.
Era como se o quisessem obriga-lo a dizer a sua, deles, verdade. Que verdade lhe deveria contar? A verdade do País? A verdade dos Senhores?...