terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Estrangeiro?

Estrangeiro perante tudo e perante todos, mas simultaneamente tão perto de todos eles. Naquela sua inconsciência, além de entrar nele, teve a perfeita noção de quão próximo estava daquela gente, daqueles ritmos, daqueles chocalhares, daquelas máscaras, daquele sentir. Viu a ligação. Sentiu esse cordão umbilical. O seu humanismo cresceu: uma só terra, um só povo.

sábado, 14 de janeiro de 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Livros lidos

Acabei de ler mais um livro. Este, como outros, também ficará em mim durante muito tempo. Reflito nele. Absorto, filtrado por esta minha desatenção, a roçar o doentio, folhei-o lentamente. Leio frases incompletas, soletro palavras soltas, passo páginas rapidamente e levanta-se uma leve brisa de Perfume que vem de um outro mundo. Para trás ficaram páginas repletas de conceitos solúveis e instantâneos, folhas onde se derramaram fluidos que se empregnaram em tecidos, um autêntico grémio literário de silêncios olfactivos que, também eu, gostava de um dia conseguir descrever.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Codornos de mim

Estes codornos de mim, que por aqui vegetam, nem todos o são. Não são borrifos de uma personalidade, longe disso! Para o serem teriam que ser concretos e definidos, e não o são. Não sei distinguir os reais dos não reais. Tudo se mistura, memórias vestidas e não vestidas, sombras de um passado sem futuro, sonhos de mim mesmo, transmutações, evasões mundanas, talvez, tudo isso não seja mais do que a Insustentável Leveza do Ser.