sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Falta de saber

O pensamento é, sem sombra de dúvida, o ruminar constante da condição humana, um mumúrio permanente, ruído de fundo cerebral do nosso Big Bang: o nosso nascimento. Quando assim o entendo e em simultâneo tento compreender as razões do escrever que, no fundo, não passa da sistematização do pensamento e das emoções de cada um de nós, parece-me um ato inútil, sem razão de existir. Que têm os outros a ver com a vida mental de cada um de nós? Nada! Absolutamente nada.
Por outro lado, nesta agitação maníaca constante, acabo por encontar a fórmula de controlo das emoções perturbadodoras. É, quase, como uma cirurgia, um corte entre as emoções e o pensamento.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Estrangeiro?

Estrangeiro perante tudo e perante todos, mas simultaneamente tão perto de todos eles. Naquela sua inconsciência, além de entrar nele, teve a perfeita noção de quão próximo estava daquela gente, daqueles ritmos, daqueles chocalhares, daquelas máscaras, daquele sentir. Viu a ligação. Sentiu esse cordão umbilical. O seu humanismo cresceu: uma só terra, um só povo.

sábado, 14 de janeiro de 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Livros lidos

Acabei de ler mais um livro. Este, como outros, também ficará em mim durante muito tempo. Reflito nele. Absorto, filtrado por esta minha desatenção, a roçar o doentio, folhei-o lentamente. Leio frases incompletas, soletro palavras soltas, passo páginas rapidamente e levanta-se uma leve brisa de Perfume que vem de um outro mundo. Para trás ficaram páginas repletas de conceitos solúveis e instantâneos, folhas onde se derramaram fluidos que se empregnaram em tecidos, um autêntico grémio literário de silêncios olfactivos que, também eu, gostava de um dia conseguir descrever.