quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Transmutações


Matei-me, creio que viajei ao nada nietzscheano e regressei. Creio que regressei, ainda não sei, é tudo muito leve, talvez tudo não passe do simples despertar do bafo de vida. Talvez seja o pressentimento da transmutação e nada mais que isso. Talvez não seja mais que o sossego repousante das endorfinas libertadas (e libertadoras) depois de longos quilómetros percorridos.
Não sei!
Decididamente. Sim, há um sossego que me invade, as réplicas dos sentires são leves, de frequências baixas, tudo se vai rarefazendo nas horas que vivo sem viver. Os ruídos do dia transformaram-se em ondas melodiosas do absurdo e vi nascer em mim, cada vez de forma mais nítida: a verdade crua da existência.
Conheço a porta de saída, ou de entrada? Não se sai sem se ter entrado. Não sei onde estou, assim como também não sei se a consigo alcançar.

domingo, 5 de agosto de 2012

Revisões

Hoje é tempo de rever a matéria dada. Reler novamente o que foi dito, distanciado pelo tempo transcorrido. É tempo de me sumariar nas impressões colhidas, de me conservar nas memórias impressas. É tempo de refletir e colher alguma felicidade, função difícil, eu sei, para não dizer impossível, mas porque tal conceito existe enquanto ideia porque não saboreá-la momentaneamente. Não saborear as coisas daqui, essas não passam de ilusões temporalmente definidas que terminarão com a morte, saborear um futuro, uma ideia, uma ilusão. É tempo de agrupar todos esses sentires em mim, tentar encontrar a unidade nas múltiplas tendências que me enformam e por aqui dispersas na simbologia das palavras.
Vou-me!
Fiquem bem.

Dream Theater



(...)
Blurring lines drawn in between
What is right and what is wrong
Victims on the radar string us along

We're on to your agenda
The dead end road to nowhere
(...)

sábado, 4 de agosto de 2012

Sobram-me horas...

Não sei que sentido tem esta viagem armadilhada de horas sem fim. Será que esta massa informe está destinada a permanecer eternamente entre parêntesis, a navegar entre o passado e o futuro, entre a ideia e a razão?
Não sei! Hoje, sei que me sobram horas para encontrar a frase que nada diga, mas que se seja literariamente bela pelos múltiplos sentidos que possa ter. Sei que me sobram horas para me descobrir na futilidade do tempo, me esconder nas minhas limitações, criar-me e destruir-me em simultâneo. Sei que me sobram horas para carregar as minhas dúvidas e os fardos dos outros.
Sobram-me horas para na maranha de mim conseguir encontrar geometria no plasma do pensamento.