quarta-feira, 3 de outubro de 2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cinzas tétricas

As emoções revelam-lhe tristes restos em agonia. O professor insano, de métodos pouco convencionais, jaz pregado no corredor do tempo. Um silêncio de lua cheia trespassa-lhe o peito. Tédios, em estratégia de aranha, espreitam na sombra do pensamento. Morre! Morre pregado nos sonhos de menino que, num ato de benevolência, ainda lhe seguram o coração.
Já não vê os olhos que foram dele. Quase não escuta os lábios de infância que lhe iluminavam as vésperas de um mundo numinoso. Já não sente a alegria de tardes soalheirosas. As emoções dos encantos esvaecem-se... Nada acontece, nem um sinal de resistência.
Finalmente o congelamento.

domingo, 30 de setembro de 2012

A génese

Larga o escudo da realidade e olha para dentro. O que vês? O que ouves? Um oceano de vulcões insensatos que te ferem e reprimem. Rugidos de bestas que se digladiam em silêncio. Lava incandescente que te deixa em carne viva. Placas em movimento que se empurram sem razão, que se elevam e se afundam criando montanhas. Vês planícies que te acalmam?! Ouves o som do vento a romper a aurora?!
Esse é o dia da encarnação.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Interrogações

Pensar! Fundir a realidade na fornalha humana. Viajar na história e nos céus, misturar cores e sons, abrir fendas, lamber feridas, deificar o compreensível e o incompreensível, implodir vulcões... Até onde é possível navegar? A que temperatura se separa o ferro da ganga? Que profundidade é possível atingir neste poço de escuridão e luz? Que mundos de amor e ódio se tornam realidade neste caleidoscópio estático em perpétuo movimento? Que sonhos e realidades se sonham? Qual a sua energia cinética? É possível pensar não pensar? Como se trava esta máquina de complexas engrenagens?