segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Edelweiss



Hoje, o fluxo da mente vem-me da efemeridade dos sons, dos violinos, dos violoncelos... Vem-me das imagens de verde pacífico, da orografia dos montes onde nasce o arco-íris. Clarões de lua mandam-me lembranças de contos esquecidos, de sóis distantes, de sonhos vagabundos aveludados pela luz das montanhas.
Hoje, e sempre, o refluxo da mente vem-me da profundidade das ideias, do oceano de horas interrogativas, do vento frio que nasce nos píncaros da consciência, percorre as dobras do sentir e eleva o mundo a um estado catatónico, insano, repleto de mistérios.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Réplicas



Realidade ou sonho? Dúvida ou certeza? Não interessa! Não vão além de meras aproximações do talvez! Talvez é tudo quando se sonham visões e utopias e se querem vivê-las como verdades. Talvez tudo seja acordar com as ondas de um vulcão e adormecer nas réplicas do torpor do sentir. Talvez nada seja a inconsciência de ser e viver na analgesia da existência exterior. Talvez nada seja o infinito da noite. Talvez tudo seja desconhecer as dimensões da alma humana e querer mensurá-la.
Talvez nada seja ter certezas do nada.
Talvez tudo seja sentir aproximar o sono e não querer dormir.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Águas de um rio



As águas deste rio vazio engrossam com trovoadas da ilusão e metáforas. Volta a encher-se de tédios, enganos e verdades incompreensíveis. Enche-se de interstícios abismais que se adernam alternadamente num tempo que não existe. Que temores, que mal-
-estar é este, que é nada, mas que sufoca e a psicologia não teoriza? Quem se importa? Quem sabe?