Hey Joe, where you goin' with that gun in your hand?
Hey Joe, I said where you goin' with that gun in your hand?
Alright. I'm goin down to shoot my old lady,
you know I caught her messin' 'round with another man.
Yeah,! I'm goin' down to shoot my old lady,
you know I caught her messin' 'round with another man.
Huh! And that ain't too cool
Às vezes penso no meu futuro. Sei que será sempre uma incógnita, sei que não passa de um somatório de momentos inocentes, de decisões erráticas do passado, sei que nunca o conseguirei desvendar. Surge-me do nada, em momentos de lucidez, talvez, aparece em momentos de arrepio e silêncio, sempre impressos na tinta esvaecida da minha mente, moldado em sussuros de argila que não consigo tocar.
Às vezes penso no futuro e surge-me sempre o passado. Não aquele que não vivi. Esse não acredito nele! O passado que vivi mesmo sem ter vivido. O passado da felicidade ignorante de ser, o passado da ávida ansiedade do futuro, o passado da sã loucura de não conhecer.
Às vezes penso no futuro...
Aventurei-me e mitfiquei-me.
Corro neste canal do tempo que eu próprio criei mas, sei hoje, que o mesmo não me pertence. Percorri, involuntariamente, os rios finitos da memória mas tornaram-se infinitos. Procurei magia nas palavras e enfeiticei-me no nevoeiro da minha noite.
Parece que tudo se passa nas costas do espelho, sem que consiga perceber. Reflecti-me à procura do destino e enfeiticei-me pelo precipício do futuro. Olhei-me na busca do irreal e toquei a realidade. Procurei o futuro e misturou-se-me com o passado. Encostei-me na cadeira e encontrei o desassossego.
Resta-me o mistério do sonho.