segunda-feira, 15 de julho de 2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sem título

Desceu mais fundo e, mais à frente, já nas encostas de uma paisagem sem memória, chegam-lhe aos ouvidos sons melodiosos. Avenas de um rio que se adivinhava para lá da última linha de montes. Resquícios de um outro mundo paralelo. A olho nu mediu as distâncias. Estava a muitos quilómetros de si e era difícil avaliá-las, mensurar um mundo que, apesar das tentativas de o descobrir, não reconhecia ainda como seu. Um mundo de múltiplas dimensões, sem substância, um mundo centrifugado pelas rotações sobre si mesmo.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Qual realidade?


“A realidade não é tangível”, pensou ao mesmo tempo que pousava o olhar incrédulo na extremidade do dedo, à procura, provavelmente, de algum resquício de viscosidade que escorria pela parede.
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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Ressonâncias

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Era difícil percepcionar a sua génese. A caverna era demasiado ampla e a ressonância daquelas memórias chegavam-lhe em sincronia mas, paradoxalmente, projectavam-se-lhe na consciência de forma diacrónica. Era como se a mesma memória se projectasse em tempos espaciais diferentes, como se as diferentes galerias que agora estavam à sua frente fossem o mesmo caminho de diferentes tempos memoriais. Parou novamente.
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