sábado, 26 de dezembro de 2009

As cores

Gosta de definir as cores e as suas nuances: gosta de conhecer o negro dos Blues, o amarelo-desfalecido da torreira alentejana, o castanho-ocre das duras rugas dos descampados transmontanos, o verde alegre do Minho, o leal e profundo azul-celeste, até mesmo o desespero da ausência de cores gosta de interpretar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Sons do vento - 3



I'm a child of South Africa
I'm a child of Vietnam
I'm a child of Northern Ireland
I'm a small boy with blood on his hands
Yes I'm a child of the universe
Yes I'm a child of the universe
You can see me on the TV every night
Always there to join in someone else's fight
I didn't ask to be born and I don't ask to die
I'm an endless dream, a gene machine
That cannot reason why
Yes I'm a child of the universe
Yes I'm a child of the universe
You can see me on the TV every day
I'm the child next door three thousand miles away

sábado, 19 de dezembro de 2009

Vou...

Vou…
Vou, porque viver é ir.
Ir é libertar.
Vou…
Nas asas da imaginação,
Na torrente das palavras,
Mesmo na força muscular.
Vou…
Lá, para onde vou…
O meu irmão vento dá-me respostas.
Sussurra-me saudades,
Segreda-me o que está para vir.
Vou…
Lá, para onde vou…
Não há grades,
Nem perseguições.
Ninguém anula ninguém.
Vou…
Sempre!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

A alma das fragas

Sim!, estou aqui, quieta e muda, mas nem por isso estou calma. Inquieta-me a tua noção de tempo. Agora que sobes ao meu dorso, digo-te que, tal como tu, muitos o fizeram antes. Mouros e cristãos, repúblicanos e monárquicos, liberais e não-liberais, todos descansaram à minha sombra, todos se encostaram a mim, mas todos vi desaparecer no final da curva. Eu não sou mera folha caduca. Tu sim!, mal terás tempo para ver o caminho que pensas alcançar aí do alto.
Eu!, não esqueço que venho das entranhas da terra, da gélida escuridão, eu!, não esqueço que nasci no milagroso e caótico inferno do princípio dos tempos.
Depois!, depois fiz-me, tal como tu, mero mortal, ascendi à superfície, lentamente, moldaram-me forças que tu próprio desconheces. Não penses que 100 anos é muito tempo. Foi apenas há dois dias que vi nascer o sol pela primeira vez. Foi ontem que, pela primeira vez, senti este teimoso vento na face. Desde ontem que este musgo, esta vida que me cobre, cria em mim uma energia transbordante que tu teimas em não compreender.
Não!, não sou mero aglomerado de quartzo, feldspato e mica.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Copenhaga - O mundo possível

O mundo possível, aquele que existirá quando eu não existir, será a resultante de quê? Será, ou não, o somatório das minúsculas vontades? Há, neste tempo, um padrão coerente, visível, que nos antecipa o “quadro terrível” que, realisticamente falando, pode vir a acontecer, ou teremos que resolver isto pela via da alegoria?